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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

As Meninas das Covinha - Uma Historia de Fé e Devoção

Historia das Meninas das covinhas

Uma igrejinha construída na divisa entre os Estados do Rio Grande do Norte e Ceará, município de Rodolfo Fernandes, marca o lugar exato onde no ano de 1877 duas meninas irmãs morreram de fome e sede, quando acompanhavam os pais e outros vários retirantes na fuga de uma das maiores secas registradas na história desta região. Era Mãe Cândida que contava essa história aos netos, sempre que eles perguntavam sobre um clarão que viam naquelas bandas de chão, numa época onde ali energia elétrica ainda não existia. Um dos netos era Raimundo Honório Cavalcante de Oliveira, conhecido como Bento Honório, que em 1953 realizou o sonho de comprar a fazenda Sossego, e que acabou se tornando precursor de uma história de muita fé, que tem atraído pessoas de várias partes do Brasil: a história das Anjinhas das Covinhas.

História que é contada pelo próprio Bento Honório...

"No dia 24 de agosto de 1980 senti uma dor muito forte, no momento em que mexia em uma cerca da fazenda. Cheguei em casa muito mal, a ponto de desmaiar. Era uma quarta-feira. A família decidiu que eu deveria ir para Mossoró no outro dia. Estava tão mal que fiquei mesmo em Itaú, cidade vizinha, de onde retornei no sábado. No domingo, as dores pioraram. Nesta noite eu estava sentado numa cadeira do quarto, pouca luz, quando tive a primeira visão das meninas. Elas estavam em pé, na porta.

No dia seguinte fui internado no Hospital Almeida Castro, em Mossoró. Recebi soro e medicamentos, passei o maior sufoco, o maior sofrimento.

Por sugestão de vários médicos, entre eles o ex-deputado Laíre Rosado, fui transferido para o Hospital Geral de Fortaleza, que estava sem vagas. Fiquei então no Hospital Fernando Távora. Exames, medicamentos, banhos e ninguém sabia ainda o que eu tinha.

O Dr. Fausto falou que poderia ser hepatite. Mandou tirar sangue e não era. Dr. Célio mandou bater um raio-x, e nada. Pediram então uma Junta Médica. O Dr. Afonso chegou a me desenganar, mas a decisão foi o isolamento, pois poderia ser uma doença contagiosa, talvez de rato ou outro animal. Fui então para o Hospital Geral para um isolamento de 10 dias. Sentia muita dor e paralisia no corpo todo, a ponto de nem conseguir dormir. Se morresse o corpo ficaria para estudos.

No primeiro dia, fiz uma cirurgia onde botaram um aparelho na minha barriga para que eu recebesse dois soros simultaneamente. Nesta noite faltou energia. Nos poucos segundos antes do gerador ser ligado, tive a segunda visão das meninas. Foi quando fiz uma promessa.

Uma amostra de meu sangue foi mandada para o Rio de Janeiro, o resultado viria com quatro dias. Durante este período não podia beber água, só soro. Ouvi dos enfermeiros que até as roupas de cama eram queimadas. Não podia receber visitas de ninguém.

No quarto dia, quando amanhecia, uma senhora e duas meninas entraram no quarto. Eu ainda estava bastante sonolento, mas lembro muito bem quando a mulher pediu a uma das meninas uma válvula para retirar o aparelho de soro que estava ligado ao meu umbigo. Ainda hoje vejo a mão da menina entregando esta válvula. Retiraram toda a aparelhagem e fizeram o curativo.

Quando Dr. Célio chegou perguntou quem havia retirado o aparelho e feito o curativo. Respondi que tinha sido uma senhora de branco e duas meninas. Ele logo pensou que eu estava delirando, mas quando procurou saber na equipe como aquilo havia ocorrido, e porque no prontuário não havia nada, ninguém soube dar a resposta. Foi quando contei para Dr. Célio sobre minhas visões.

Em meio a perplexidade dos médicos, chegaram os exames com resultado negativo. Mandaram refazer. Mais quatro dias sem água, e agora recebendo soro pelo braço. Novamente resultados negativos. Na noite do 10º dia no isolamento, tive uma nova visão. Vi o local das covinhas com todos os detalhes: uma árvore caída e uma pequena lagoa marcaram aquela visão. E ouvi uma voz dizendo: "Com os poderes de Deus, o Sr. está curado".

No outro dia convocaram uma junta médica com 20 médicos. Não podiam atestar qualquer doença devido todos os exames darem negativo. Decidiram por minha permanência por mais dez dias no hospital. Depois teria que fazer exames regulares em 15, 30, 60 e 120 dias após a alta do hospital. Nenhum remédio foi recomendado." Bento Honório Trinta dias exatos do dia em que havia saído de casa, Bento retornou com um Cruzeiro que encomendara em Fortaleza. Neste mesmo dia foi em busca do lugar que as visões indicaram. A partir daí começou a luta para erguer a igreja e dar a ela uma estrutura digna para receber os fiéis. Ele diz que não foi difícil devido ter recebido inúmeras doações de pessoas das mais diversas cidades, inclusive do sul do país, que não sabiam nem onde era Rodolfo Fernandes.

Durante anos realizou o sonho da construção da Igreja das Covinhas, a obra física. A obra espiritual, no entanto, está presente nas milhares de pessoas que todos os anos visitam a Igreja e o Cruzeiro, com suas histórias, preces e agradecimentos.

A Igreja das Covinhas está a 5 km da cidade de Rodolfo Fernandes, distante 130 km de Mossoró, e 400 km da capital Natal.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

SAIBA: PORQUE É FERIADO NO RN NESTA SEGUNDA FEIRA DIA 03 DE OUTUBRO?

O feriado estadual do dia 3 de outubro é uma homenagem aos mortos durante dois massacres. Um ocorrido na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú, no município de Canguaretama, e o outro na Comunidade Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante.

No total, 151 pessoas foram cruelmente assassinadas por soldados holandeses e índios. O massacre ocorreu em 1645 e teve como destaque as figuras do Pe. André de Soveral e o camponês Mateus Moreira, que teve o seu coração arrancado pelas costas, enquanto repetia a frase “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”.

A lei que originou o feriado de 3 de outubro no Estado é de autoria do deputado José Dias. Ela foi aprovada pela Assembléia Legislativa e promulgada pela então governadora Vilma de Faria no dia 6 de dezembro de 2006 e publicada no Diário Oficial do Estado no dia 7.

Na próxima segunda-feira (3) a Igreja Católica celebra a memória dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu. Em alusão à data é feriado estadual na segunda-feira.

Caravanas de fiéis de todos os recantos da Arquidiocese se dirigirão para Uruaçu objetivando participar das festividades.

No território da Arquidiocese de Natal existem quatro Paróquias dedicadas aos Mártires. Em todas serão realizadas atividades para comemorar a data.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

História

O município de Rodolfo Fernandes está situado na região Oeste do Rio Grande do Norte, à 390 Km de Natal, capital do estado, e a 120 Km de Mossoró, maior cidade da região. Em 09 de maio de 1962 foi sancionada pelo Governador do Estado a lei nº 2.763/62 elevação à, categoria de cidade, fato ocorrido em 28 de fevereiro de 1963. Os primeiros habitantes, que chegaram em 1930, foram: Francisco Régis Filho, Pedro de França Lola, João Cordeiro de Melo, Martiniano Melo, José Cazuza Melo, Marcelino de Gomes Brito, Manoel Barbosa, João Barbosa, Cristóvão Colombo Pinheiro de Melo, à maioria da cidade de Apodi. Quando no ano de 1921 o Apodiense Francisco Régis Filho, nascido em 15 de março de 1984, falecendo em15 de maio de 1967, com 84 anos de idade. Construiu o açude São José, não imaginava que estava dando início a história de Rodolfo Fernandes; nem mesmo sabia que 14 anos depois seria considerado o fundador do município, ao construir a capela de São José com a valorosa contribuição da pequena comunidade e dos proprietários de terras da época.
E foi assim que surgiu a vila de São José dos Gatos, uma junção do padroeiro maior de sua população. A origem do município está ligada à fundação do povoado denominado por fazenda gatos recebendo numa referência ao santo padroeiro da capela e por que havia na época muitos gatos maracajás, uma espécie de gato do mato já bastante rara no país.
Antes de conhecida por Rodolfo Fernandes, está comunidade ganhou três nomes: Primeiro: Serrote dos Gatos, Segundo: Fazenda Gatos e o Terceiro: São José dos Gatos.

Aniversário: 28 de Fevereiro
Fundação: 1963
Gentílico: Rodolfofernandense